Começou meio sem jeito, foi chegando devagarzinho, falou alguma coisa ao pé do ouvido, mas não prestei muita atenção. Desculpa estava presa a um aro em volta do dedo, estava presa em um coração estreito, quase não me encontrava lá dentro. Você tentou denovo, dessa vez de um jeito mais rápido, pegou minha mão, olhou nos meus olhos e me fez uma proposta, não quis te ouvir dessa vez. Continuei assim por muito tempo, até que você me ligou, e no meio da conversa senti algo inexplicavél, uma vontade louca de saber o que não tinha ouvido aquele dia, mas como dizer isso a você, como dizer que não prestei a minima atenção ao que você dizia, você parecia tão envolvido e eu ali quase que implorando pra você enjoar da minha cara e ir embora. Que vergonha que sinto agora, vergonha de receber todo esse carinho que você insiste em me dar depois de tanto tempo, você me disponibilizou o seu coração e eu desenganada com poucas promessas fiz pouco caso dele. Me perdoe pelas vezes em que não olho em seus olhos, mas tenho medo de me perder dentro deles. Talvez eu devesse te dar um chance, e realmente ouvir o que você tem a dizer, mas acho que o medo da solidão não me deixar esquecer que você pode fazer o mesmo que ele. Não suportaria passar por isso denovo, mas me encanta o modo como você sabe o que se passa na minha cabeça, o modo como você decifra meu jeito como nenhum outro fez. Sou um quebra cabeça quese impossível de se resolver, mas vejo em você a forma perfeita de achar a solução, então talvez na proxíma conversa eu te ouça com mais clareza, porque agora não tenho mais nada que me impessa de te entregar meu coração.

Nenhum comentário:
Postar um comentário