Ela se arrumou, o vestido azul, os olhos pintados destacavam o brilho que neles reluziam. Ficou ali sentada, impecável esperando pela sua chegada. Ele estava atrasado mais ela sabia que viria afinal hoje faziam 2 anos. Nos minutos em que ficou sentada ali, esperando, ela lembrou da primeira vez em que se encontraram, um esbarrão no corredor, a troca de olhares e o perfume, um cheiro intrigante e que despertava sensações, soube desde o primeiro momento que era ele, e ele também soube no instante em que olhou para aqueles olhos. Depois de algumas noites ao telefone, marcaram o encontro, ela com o vestido azul. Ele sorriu quando a viu entrar, era o que ele sempre esperou, aquela garota sabia mexer com os seus sentidos. O primeiro beijo, a primeira música, o primeiro amanhecer. Ela despertou ouvindo sua voz chamar desceu as escadas correndo, foi a seu encontro como a 2 anos atrás. Ele estava lindo, o mesmo corte de cabelo, aquela blusa branca que ela tanto amava e o perfume, o mesmo perfume de todos aqueles anos. Ela não entendia como podia amar tanto alguém como amava ele e ele não entendia como podia se apaixonar todos os dias pela mesma garota, mas sempre de formas diferentes.
30 de set. de 2010
29 de set. de 2010
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O dia já começou nublado, hoje nem mesmo aquelas palavras que sempre confortam estão fazendo efeito. Aquela indecisão, a falta que aquilo me faz, a falta que você faz. Eu pego o telefone, disco um número qualquer, uma voz qualquer e a monotonia. Sorrio o intervalo todo, mente fraca, coração deserto. Me desperto para o sonho, cumprimento a ilusão. faço companhia para a saudade, conserto o inesperado, faço festa para os ressentimentos. Abraços e beijos mais leves que o ar, sinto chegar o afeto das lágrimas e a contraditória felicidade. Seja eterno tão pequeno momento de loucura, me faça rir das palhaçadas do destino, brinque com o meu coração, mas prometa estar aqui quando minha ilusão for maior que a sua realidade.
24 de set. de 2010
Eu já não me lembro mais, quando foi a ultima vez que vi teus olhos? não sei.Qual era mesmo o gosto dos teus lábios? Tudo sumiu, as lembranças, a sua presença, tudo. Você se tornou apenas mais um, só mais um qualquer. Se não te conhecesse me permitiria pensar em um porque, mas suas palavras não me deixam esquecer de suas atitudes. Eu consigo rir de tudo isso e ver que o palhaço agora é você, por que não admite o quão frágil você pode ser, não se faça de alguem na frente dos outros e entre as quatro paredes que te cercam outro, permita-se erra e até amar, mas acho meio improvável alguém como você consegui amar alguem que não o seu ego.
9 de set. de 2010
Hoje me senti vazia por dentro, senti saudade das cantigas de roda e dos meus sonhos. Onde foi parar aquela garotinha, que fazia do seu quarto um lindo castelo de conto de fadas? Ela se perdeu em meio a tanta desilusão, agora não consigo mais acha-la, me da saudade de como ela era feliz. Antes ela sorria todo dia e fazia de tudo sua festa particular, hoje ela cultiva as lágrimas e colhe os arrependimentos. O pouco que restou dela ainda está em mim, talvez por isso eu ainda traga aquele sorriso amarelo e os olhos brilhantes daquela eterna criança!
7 de set. de 2010
A um (des)conhecido
Não sei o melhor jeito de começar, talvez nem devesse. A cada palavra que escrevo é uma lembrança que sinto renascer, mal comecei a escrever e as lágrimas já insistem em cair, eu sinto falta do jeito como você as fazia secar só com um sorriso! Não sei direito a quem mandar essa carta, já que não te reconheço mais, ás vezes me pergunto se o que vivemos foi real. Sonhei com você uma noite dessas, acordei sorrindo e foi como se tivesse você denovo. Hoje senti seu perfume e logo aquelas lembranças voltaram a me atormentar. Você nem deve se lembrar mais das nossas tardes, mas eu ainda olho para aquele canto do sofá e te vejo sorrir me olhar descer as escada. Foi tão fácil para você substituir amor por prazer, você sempre quis mais isso do que o amor em si, pena que meu coração nunca foi suficiente pra você! Eu pedi para que tudo aquilo fosse uma brincadeira sua e que logo depois você ligaria dizendo o quanto fui boba por acreditar em tamanha bobagem, mas você não me ligou e eu me desesperei porque não queria acreditar. Não me arrependo de nada do que fiz nem do que passei com você, mas se um dia pudesse voltar no tempo desejaria nunca ter te conhecido. Agora entendo que não posso mudar as pessoas, o que ficou pra tras um dia volta com toda a força. Peço desculpas pelas vezes que te amei, mas o medo de te perder não me permitia te deixar esquecer. Tudo foi tão natural que pensei que seria para sempre, deveria saber que nem as melhores coisas são para sempre. Você provavelmente nunca vai ler essa carta, mas precisava de algum modo dizer já que as palavras nunca foram meu forte. Parece tudo muito clichê, me desculpe mais uma vez por tornar o amor algo tão bom.
1 de set. de 2010
(?)
Eu não queria setir sua falta, nem acordar todos os dias de manhã e lembrar que sonhei com você. Você seguiu em frente e eu fiquei aqui, parada no mesmo instante, aquele mesmo momento em que você estragou tudo, eu simplismente fiquei lá, imovél sem ter a capacidade de caminhar novamente. Mas e aquela sensação de desapego onde foi parar? Tem dias que a única coisa que quero fazer é te matar, mas tem dias que eu só quero estar com você, passar nem que seja um minuto do meu tempo ao seu lado, mas ai eu me lembro de tudo e o único sentimento que tenho por você é desprezo, ai volto a sorrir como antes, mas sempre com a certeza de que nunca vou sair daquele momento em que tudo acabou!
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