7 de set. de 2010

A um (des)conhecido

Não sei o melhor jeito de começar, talvez nem devesse. A cada palavra que escrevo é uma lembrança que sinto renascer, mal comecei a escrever e as lágrimas já insistem em cair, eu sinto falta do jeito como você as fazia secar só com um sorriso! Não sei direito a quem mandar essa carta, já que não te reconheço mais, ás vezes me pergunto se o que vivemos foi real. Sonhei com você uma noite dessas, acordei sorrindo e foi como se tivesse você denovo. Hoje senti seu perfume e logo aquelas lembranças voltaram a me atormentar. Você nem deve se lembrar mais das nossas tardes, mas eu ainda olho para aquele canto do sofá e te vejo sorrir me olhar descer as escada. Foi tão fácil para você substituir amor por prazer, você sempre quis mais isso do que o amor em si, pena que meu coração nunca foi suficiente pra você! Eu pedi para que tudo aquilo fosse uma brincadeira sua e que logo depois você ligaria dizendo o quanto fui boba por acreditar em tamanha bobagem, mas você não me ligou e eu me desesperei porque não queria acreditar. Não me arrependo de nada do que fiz nem do que passei com você, mas se um dia pudesse voltar no tempo desejaria nunca ter te conhecido. Agora entendo que não posso mudar as pessoas, o que ficou pra tras um dia volta com toda a força. Peço desculpas pelas vezes que te amei, mas o medo de te perder não me permitia te deixar esquecer. Tudo foi tão natural que pensei que seria para sempre, deveria saber que nem as melhores coisas são para sempre. Você provavelmente nunca vai ler essa carta, mas precisava de algum modo dizer já que as palavras nunca foram meu forte. Parece tudo muito clichê, me desculpe mais uma vez por tornar o amor algo tão bom.

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